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Para homens que insistem em dizer: Minha mamãe que compra minhas roupas

Beleza mano?! O papo de hoje é um tanto quanto engraçado, mas importante discutirmos esse assunto. Afinal a cada post e a cada conversa criamos e aprendemos um modo de pensar diferente, mas, só cabe a nós aceitarmos ou não a opinião do outro.  Tá bom, vamos lá!

Estava conversando com algumas amigas um dia desses atrás, até que veio aquele velho assunto HOMENS + MODA. E então me deparo com elas dizendo às seguintes frases:

“Nossa, eu que compro as roupas do meu namorado!”

“Meu namorado tem 24 anos e até hoje é a mãe dele que compra suas roupas!”

“Meu irmão não tem paciência, para comprar roupas, minha mãe que compra…”

“Meu namorado se não ganhar roupas de presente acaba andando pelado!”

Bem, essas frases me deixaram um pouco confuso. Afinal, a roupa é uma construção da nossa identidade e é nosso interior mostrado para o mundo.

Então porque deixar que construam sua identidade?

Comodidade além da conta: CARA TU É MANÉ?

Sobre essa atitude sempre me pergunto: “Porque deixar que outras pessoas façam algo que é para você?” Às vezes acho que isso ocorre não somente pelo o fato de alguns homens — infelizmente na sua maioria — não se sentirem a vontade comprando roupas. Se sentem deslocados em lojas.

É normal que nós, homens, que temos uma personalidade mais fechada, tenhamos vergonha em frente de vendedores(as) nos dizendo o que é bom e o que não é. Por isso, muitas pessoas preferem as lojas fast fashion, tipo C&A, Riachuelo, etc. Pelo motivo de poder ficar a vontade na loja e comprar o que achar que deve.

Mas também, penso que uma parte da culpa dessa história vem delas, nossas queridas  e belas mulheres. Seja nossas mamães ou nossas namoradas. Desde pequeno somos acostumados com que elas comprem nossas roupas, e assim crescemos com esta certa comodidade. Alguns homens chegam na adolescência e tomam essa fase, através das roupas, para expressarem suas opiniões e sua personalidade, mas outros não vêem problema de deixá-las fazerem esse trabalho para eles.

Comodidade além da conta: É você que decide e não a mamãe

Já conversamos sobre a linguagem na moda e suas camisetas sobre a moda e a linguagem transmitida através das roupas. O intuito do SER e EXISTIR que passamos através das roupas é algo que vem do nosso interior, ou seja, algo que passamos para o mundo quem somos, e o que queremos.

O sociólogo George Simmel afirma que é necessário que existam duas tendências essenciais para a formação da moda: A necessidade de união e o anseio pelo isolamento, e é dessa segunda que uso para falar desse assunto, afinal esse “anseio de isolamento” nada mais é do que a vontade de ser e aparecer algo que todos queremos hoje em dia, sermos diferentes, afinal ser normal é chato né!

Como trabalharemos o nosso “ser” deixando que outros façam algo que é para nossa formação de personalidade? E ainda digo mais: para a nossa formação de originalidade!

O mundo de hoje cada vez mais exige essa originalidade de nós, estamos vivendo em uma época em que todos estão procurando um diferencial, e cada vez mais rápido. Seja no emprego, na vida social ou até mesmo nos relacionamentos amorosos.

Acho bastante interessante uma frase no livro “Moda uma Filosofia do filósofo norueguês Lars Svedsen, que diz:

” O papel do homem moderno nesse mundo não consiste em realizar uma essência dada, mas em realizar a si mesmo, criando si mesmo”

Com essa frase explico o motivo dessa falta de vontade em comprar suas próprias roupas, algo que te deixa cada vez mais conformado em não demostrar o seu individualismo. Quem idsse que o individualismo é algo ruim? NÃO! não é. O individualismo é a sua transparência sendo transparente ao olhos dos outros.

Cara qual o problema de gastar algumas horas do seu dia em uma loja fazendo algo que é para o seu favorecimento? Que só vai te ajudar, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal? Na boa? Anota essa que eu vou te contar:

Mulher nenhuma quer um cara que depende da mamãe para comprar uma camiseta.

E ae galera, o que acham desse assunto? Comentem ae, bora discutir porque só assim tornamos seres pensantes.

 

  • Carlos Alberto

    Minha mãe costumava comprar as minhas roupas quando eu era criança. Nunca gostei disso rs. Logo assim que comecei a trabalhar, procurei comprar roupas que demonstrasse a minha personalidade, muitas pessoas que conheço disseram coisas do tipo: “Nossa, você está diferente” ou “Esse estilo combina mais com você”. E o mais importante, estava me sentindo super bem. Bom artigo!