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O guia definitivo de como fazer um mochilão

como fazer um mochilão

1. Introdução

“Não deixe que seus sonhos sejam apenas sonhos!”: você já ouviu ou leu essa frase em algum lugar? Pois saiba que é um ótimo conselho e o momento de levá-lo a sério é agora.

Se você sonha em morar fora do país, melhorar o inglês ou ter experiências internacionais de trabalho e estudo, mas não sabe como tirar esse sonho do papel, esse e-book é para você. Preparamos um guia definitivo para te ajudar a  planejar (e executar!) um mochilão incrível!

Ficou interessado? Então, continue a leitura e veja os motivos pelos quais você deve fazer um mochilão, além de sugestões de destinos maravilhosos. Vamos te contar, ainda, os segredos para planejar sua aventura sem cometer erros. Vamos lá!

2. Os principais motivos para fazer um mochilão

Dizem por aí que antes de morrer todos deveriam plantar uma árvore, escrever um livro e ter um(a) filho(a). Com toda certeza essas são experiências marcantes, mas acreditamos que é preciso ir além.

É preciso ter experiências que dão sentido à vida, que trazem reflexão e que nos enriquecem. É preciso viver! O mochilão é uma das melhores maneiras de fazer isso, quer saber o porquê? Nós te contamos:

2.1. Mochilar é ter história para contar

Qual a graça de ter um(a) filho(a) se você não tiver histórias para compartilhar com ele? Ou ainda, porque você deve escrever um livro, se não tem memórias e aventuras para contar nele?

O mochileiro é alguém que coleciona diversas histórias: seja sobre as muitas risadas por se meter em alguma situação constrangedora, ou sobre as lágrimas derramadas ao conhecer um pouco mais de alguma cultura. Então, antes de mais nada, vá mochilar!

2.2. Mochilar é imergir em diversas culturas

Por falar em conhecer um pouco de outras culturas, esse é outro motivo para fazer um mochilão. Conhecer novas culturas é se permitir novas emoções e sensações, mas mais do que isso, também pode gerar um valioso diferencial competitivo no mercado de trabalho.

Além de ter contato direto com outras línguas e aperfeiçoar seu conhecimento de outros idiomas, o mochileiro também pode vivenciar outras realidades. Isso aumentará sua capacidade de ser empático e de se relacionar com outros harmonicamente — e essas são características bastante valorizadas no mercado de trabalho.

2.3. Mochilar é aprimorar sua capacidade de se adaptar  

Além de imergir em novas culturas, a ideia de ter tudo o que se precisa em uma mochila estimula no viajante a capacidade se adaptar. Comumente ele terá que ser criativo para usar os recursos que possui para alcançar seus objetivos.

Além disso, ele aprenderá a viver sem o supérfluo, isso quer  dizer que uma das grandes vantagens do mochilão é o custo reduzido se comparado às viagens tradicionais ( isso porque normalmente troca-se hotéis por hostel, não despacho de bagagens extra, etc).

2.4. Mochilar é abrir as portas a novos amigos

Para quem não é tímido, o mochilão é um prato cheio. É preciso interagir para conhecer novos locais, para receber indicações de hospedagens, para descobrir os segredos dos lugares, para pedir os pratos locais.

E serão nesses bate-papos que novos amigos virão. Alguns te acompanharão ao seu próximo ponto de parada, outros você levará para a vida, mesmo morando a quilômetros de distância. Uma das facilidades da modernidade é que as redes sociais te permitem cultivar essas amizades geograficamente distantes.

2.5. Mochilar é sair do ritmo do dia a dia

Acordar, ir para o trabalho, sair do trabalho e ir para a pós-graduação, sair da pós e voltar para casa, chegar em casa e ir dormir para no dia seguinte começar tudo de novo. Quando você opta por um mochilão, está quebrando esse ciclo. Além de acordar cada dia em uma nova cidade (se esse for o perfil da sua viagem), serão também novos amigos pelo caminho, novas comidas a cada dia etc.

Ficou animado e está preparando a mochila? Calma! Nós temos mais dicas para você. Agora vamos falar sobre seus possíveis destinos.

3.Os caminhos mais incríveis para um mochilão

Depois de conhecer os principais  motivos pelos quais você deve fazer um mochilão, é possível que você tenha em mente que eles se apliquem apenas a destinos internacionais, certo?

Saiba que não é bem assim — os destinos nacionais podem ser igualmente proveitosos. Pensando nisso, listamos algumas opções para você:

3.1. Mochilão nacional

Um mochilão nacional pode ser feito para lugares tradicionais ou pouco tradicionais, de maneira igualmente incrível. 

3.1.1. Rio de Janeiro

Você sabia que o Rio de Janeiro tem percursos maravilhosos para além Cristo Redentor e do Pão de Açúcar? É possível fazer, por exemplo, o roteiro que se chama “Pequena África”, na zona portuária da capital fluminense.

O itinerário consiste na visita de locais históricos e importantes para a história do Brasil, principalmente sobre a escravidão. Compõem esse percurso: o Cais do Valongo, o Cemitério dos Pretos Novos, o Jardim Suspenso do Valongo, a Pedra do Sal e mais 11 pontos da zona portuária do Rio.

3.1.2. Amazônia

Já para quem quer fugir dos grandes e movimentados centros urbanos, que tal uma visita a maior floresta tropical do planeta? Com quase 9 mil quilômetros de extensão e passando por 9 países, a Floresta Amazônica oferece um roteiro deslumbrante.

A super quente (mas é quente mesmo, aproximadamente 40ºC diariamente) Manaus possui uma ótima estrutura para receber turistas. É muito acolhedora e é um ponto de partida para o mochileiro que queira explorar a região. Nessa localidade, é possível ainda visitar o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, além de ter contato com diversas tribos indígenas.

3.2. Mochilão internacional

Para quem não abre mão de visitar outros países, o mochilão internacional também pode fugir do tradicional.

3.2.1. Cone sul

Composto por Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru, esse é o roteiro escolhido por muitos aventureiros, principalmente os de primeira viagem, e é uma escolha muito acertada, que oferece diversas possibilidades de trajetos.  Separamos três:

Argentina e Uruguai são uma ótima combinação, pois exige pouco tempo e é uma viagem bem econômica. Buenos Aires é a cidade que demandará maior tempo — aproximadamente 4 dias.  Em seguida, a indicação é seguir para Colonia del Sacramento, Montevidéu e Punta del Leste.

Para mochileiros que possuem pouca disponibilidade de tempo, o roteiro Argentina-Uruguai pode ser feito em 10 dias. Nele, as experiências variam entre natureza deslumbrante e centro urbanos atraentes.

Argentina e Chile são outra boa dupla, principalmente se mochileiro chegar por Buenos Aires e for embora por Santiago. Um pouco mais longa que a indicação anterior, o ideal é disponibilizar cerca de 15 dias para aproveitar os destinos. Nossa sugestão é chegar por Buenos Aires, seguir para Córdoba — lugar excelente para apreciadores de uma boa gastronomia, depois Santiago, Valparaíso e Viña del Mar.

Uruguai, Argentina e Chile: esse trio é para quem gostou das duas outras sugestões e não  conseguiu se decidir. Nossa recomendação é que o mochileiro siga por Buenos Aires, Córdoba, Salta (ou Jujuy), San Pedro do Atacama, Calama, Valparaíso e Viña del Mar. O percurso entre as cidades pode ser feito de ônibus e até barco (em alguns lugares). Os apreciadores de um bom vinho vão adorar esse roteiro.

4.Os segredos para planejar sua aventura

Agora que nós já vimos os motivos para fazer um mochilão e alguns dos destinos mais incríveis do Brasil e do mundo para viver essa aventura, vamos fornecer um passo a passo para que você consiga tirar seu sonho do papel.

4.1. Faça um roteiro de viagem

O primeiro passo é fazer seu roteiro de viagem. Antes demais nada, você deve saber para quais locais deseja ir. Não sabe? Então se faça as seguintes perguntas:

  • Que tipo de lugares você gostaria de conhecer?
  • Você curte natureza ou grandes cidades?
  • Quer aprender mais sobre história e arte?
  • Quer fazer curso de línguas ou uma especialização?
  • Quer residir ou passar alguns meses?

Perceba que, ao responder essas perguntas, você terá um perfil da sua futura viagem. Isso é importante para que você adicione ao seu roteiro todas as características que te agradam.

Agora é fazer uma pesquisa em sites e blogs especializados para definir os locais que se encaixam no seu perfil.  Não se esqueça de verificar a situação climática do destino. Não é preciso fazer um roteiro redondo, afinal, parte do encanto de ser mochileiro é a  liberdade, mas é bom ter um norte para que você consiga definir as próximas etapas.

4.2. Faça um roteiro de hospedagem

Agora que você já possui uma lista de possibilidades, pesquise sobre as condições de hospedagem nos locais de seu interesse. Por exemplo, se você está disposto a cursar uma especialização, algumas instituições de ensino providenciam moradia. Ou, se você quer aperfeiçoar um idioma e trabalhar durante sua estadia, há possibilidade de encontrar emprego antes de iniciar a viagem.

Essas são algumas das inúmeras possibilidades. Por isso, mesmo que você não faça um roteiro definitivo, é importante ter uma base para fazer um planejamento.

4.3. Pesquise transportes e passagens

Os meios de transporte durante uma viagem são muito diversos. Os brasileiros têm por hábito realizar viagens de ônibus, carro e avião, mas no resto do mundo não é bem assim. Além desses meios, também são muitos usados: barcos, barcas, trens etc. Os trens da Europa, por exemplo, são bem econômicos, além de extremamente rápidos e confortáveis.

Então, com base na sua lista, faça pesquisas sobre os meios de transportes disponíveis e compare qual apresenta o melhor custo-benefício (dentre as possibilidades que se adequam ao seu perfil, óbvio!).

4.4. Elabore um planejamento financeiro

Perceba que, aos poucos, você descobriu: os lugares que te interessam, os meios de transporte mais usuais nesses lugares e, por fim, os tipos de hospedagens que você terá que providenciar. Com base nessas informações você, mesmo sem perceber, já fez um levantamento prévio do custo do seu mochilão.

Se você já possui essa quantia, boa viagem! Se você ainda não dispõe da quantia necessária, elabore um planejamento das suas finanças para que alcançar o valor desejado. Não se esqueça de determinar um prazo!

5. Os erros que você não pode cometer durante um mochilão

Você já está quase pronto para iniciar sua viagem, mas ainda falta alguns pontos.  Para finalizar sua preparação, vamos falar sobre cinco erros que você não pode cometer  em um intercâmbio.

5.1. Não fazer um roteiro

Já dissemos que você não precisa ter um itinerário muito detalhado, com todas as datas e horários. Entretanto, é importante ter um roteiro, ainda que bem simples. Isso pode te ajudar a economizar tempo e dinheiro. Ele te ajudará a não perder tempo no hotel procurando lugares para ir.

5.2. Querer conhecer muito em pouco tempo

É muito comum que os mochileiros de primeira viagem queiram conhecer tudo, independente do tempo que separaram para isso. Embora seja perfeitamente normal, isso é um erro. Tente  focar nos lugares que você mais quer conhecer e dedique tempo a eles. Assim, você vai conseguir aproveitar muito mais sua viagem.

5.3. Exagerar na bagagem

Mochileiro leva mochila, nada de malas e bolsas. Como? Esse é o primeiro grande aprendizado: distinguir o que é supérfluo e o que é realmente necessário. O ideal é pensar no que você precisa e fazer uma revisão criteriosa. Separe as peças básicas e outras de acordo com clima e tenha em mente que:

  • em qualquer lugar do mundo é fácil achar uma lavanderia;
  • uma boa mala deverá ficar entre 10kg e 13 kg;
  • é preciso ter uma lista dos itens básicos, para não esquecê-los.  

5.4. Deixar de pesquisar sobre os destinos

Informações sobre vestimenta e crenças e localizar pontos de apoios à turistas, por exemplo, são ações essenciais para ter uma viagem tranquila, principalmente  se for internacional. 

Você não precisa ser uma enciclopédia que recita capitais, população e bandeira de cada país, mas não custa nada pesquisar para conhecer um pouco mais sobre os lugares para onde você está indo.

Isso será essencial até mesmo para montar seu roteiro. Assim, você saberá porque está escolhendo aquele lugar: porque está na moda, porque todo mundo vai ou porque realmente te interessou?

6. Conclusão

“Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir”: essa frase foi dita por um dos grandes viajantes do mundo, Amyr Klink. Nossa intenção neste texto foi a de sugerir o caminho para que você consiga partir.  Esperamos que seja o guia definitivo para que você tire seu mochilão do papel!

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